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Abr
08

Fotoetnotextografia

A escolha de ter a fotografia como O FIO CONDUTOR, não foi uma escolha pioneira, mas fundamentada na bibliografia existente, que conciliava a formação de comunicador social, fotógrafo de mais de 40 anos e a curiosidade investigativa. Os livros de John Collier Jr. “Antropologia Visual – A Fotografia Como Método de Pesquisa”(1974), “Balinese Character – A photographic analysis” (1942), de Gregori Bateson e Margaret Mead, “China and the people” (1851) de John Thonsom, (1851), o filme “Nanook – of the North”(1922), foram um balisador, para a busca dos objetivos pretendidos.
As investigações bibliográficas fizeram descortinar diante dos olhos, verdadeiras pérolas etnográficas, realizadas com os mais variados intuítos, mas que ao final sempre apresentavam, um discurso sobre as pessoas, seu tempo, suas coisas. Aí a importância da interdisciplinariedade tornou-se cada vez mais importante e de um valor enorme, no estabelecimento da rota para a pesquisa.
A decisão de se usar fotografias no trabalho esta tomada desde muito tempo. Cabia agora a escolha do “como”. Ver fotografias em anexos de trabalho era frustante. Olhá-las como ilustrações ressaltava a existência de um abismo entre o visível e o dizível. A percepção de que a compreensão da realidade era maior quando a mesma se tornava disponível diante do olhar, uma constatação.
O Trabalho de Luiz Eduardo Robinson Achutti “ Fotoetnografia: um estudo de antropologia visual sobre cotidiano, lixo e trabalho”, (1997) realizado com mulheres em uma vila da cidade de Porto Alegre, fruto da sua dissertação de mestrado, foi esclarecedor e o marco para se aprofundar a pesquisa sobre a Antropologia Visual, a Fotografia Documental e fundamentar a procura de alicerceres para a “Fotoetnografia”e para a “Fotoetnotextografia”.
Oferecer, além da possibilidade de ler, a de também poder ver, portanto é uma das propostas desta dissertação, que contempla a Antropologia Visual, a Fotoetnografia e a Fotoetnotextografia.


1 Resposta para “Fotoetnotextografia”


  1. Abril 13, 2008 às 8:52 am

    Lendo teu texto me remeti a quase todos os conceitos e leituras dos livros do Projeto da Ilha. Falando em Achutti, li dia desses um texto dele muito bom: “Cruzando olhares para revelar tendências”. Caso não tenhas lido ai vai o link: http://www6.ufrgs.br/fotoetnografia/textos/cruzando_olhares_25-abril-2006.pdf

    Abraço, bom domingo!


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